sexta-feira, 21 de abril de 2017

Lançamento do Livro Crescendo Como o Cedro no Líbano

No sábado do dia 18 de fevereiro de 2017, das 19H-22H, foi realizado, na Casa de Cultura Charitas em Cabo Frio/ RJ, o Lançamento do meu primeiro livro: Crescendo Como o Cedro no Líbano – Descobrindo os segredos do autêntico crescimento espiritual.
Louvor ao Senhor pela presença de todos os amigos, familiares, alunos, companheiros de magistério e ministério que dedicaram um tempinho para me prestigiar.
Foi uma noite memorável!
Faço do salmista as minhas palavras;

“Foi o Senhor que fez isso, e é maravilhoso aos nossos olhos;”

(Salmo 118.23)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Saindo da zona de conforto - O que Jairo nos ensina?

       Uma atitude pode definir um futuro, independente das oportunidades que este propõe. Para muitos, diante de um impasse desses, não há nada a ser feito senão esperar a morte levar todo um projeto. Para outros há sempre uma atitude a ser tomada. É o simples e rotineiro questionamento: “O que fazer quando não há o que fazer?”.
            Deixe-me compartilhar algo interessante  com você, querido leitor. O nome de Jairo significa: Deus esclarece, Deus ilumina, aquele a quem Deus iluminou.
           Compreendemos que ao se colocar o nome numa criança nos tempos bíblicos vários fatores eram importantes nesse processo. O nome poderia representar uma profecia, um episódio (1 Samuel 1.21), a personalidade da criança (Gênesis 21.3,6). O chefe da sinagoga recebera esse nome como um prenúncio do que ele necessitaria futuramente.
           No meio daquele turbilhão vendo a morte se aproximar de sua filha, Jairo toma uma decisão crucial – sai de sua zona de conforto. Enquanto ele permanecesse ali veria a sua filha morrer diante dos seus olhos se poder fazer nada.
          Lamentavelmente essa é a realidade de muitas pessoas. Diante dos problemas se comportam como Pedro após pescar toda uma noite e não pegar nada – lavando as redes à beira da praia (Lucas 5.2). Quem assim procede só olha para os limites, impossibilidades, derrotas e fracassos, diante dos “não tem mais jeito” de quem não confia em Deus, porém aquele que sai da zona de conforto, daquilo que o limita, sai para conquistar o impossível.
         A decisão mais importante é tomada, Jairo vai ao encontro de Jesus. Nesse momento ele se despe de sua indumentária religiosa, esquece-se de sua posição no farisaísmo que não pode ajuda-lo quando mais precisava e vai em direção Àquele que era considerado uma ameaça para o seu seguimento religioso. Ele vai até Jesus.
            Lembrando que nessa altura do ministério de Cristo o nome do Senhor já estava em evidência. Muito se ouvia falar. Tanto que muitos que estavam presente quando Ele realizava seus milagres eram curiosos que ouviram sobre sua fama e ia confirmar se era real ( Mateus 11.5).

           Esta foi a decisão de um pai em desespero. Sua única alternativa era Jesus e assim aposta todas as suas fichas e parte em direção ao Mestre. 
          Querido leitor esta é a atitude que Deus espera de você.
         Saia da zona de conforto, daquilo que te limita e parta em direção Àquele que pode resolver o seu problema. Enquanto você permanecer neste marasmo você não terá outra visão além do fracasso e da morte, mas quando você for ao encontro de Cristo (Fé) consequentemente Ele irá em direção a sua vida (Graça).
          Ele mesmo nos prometeu eu sua Palavra:

                                          "... e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora."  (João 6.37b)

          Deus em Cristo te abençoe ricamente!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Fé, uma necessidade de nossos dias

Falar sobre fé no mundo atual é um grande desafio. Lamentavelmente até mesmo dentro da própria igreja podemos, claramente, evidenciar a escassez dessa virtude que nos liga ao céu.
A igreja contemporânea está vivendo sob a égide do secularismo e seu tendencionismo. Por mais que em sua liturgia pregue sobre o céu, seu o comportamento é de quem prefere viver para sempre aqui na terra. Homens fraudulentos estão barganhando o Evangelho com objetivo de se enriquecer e para isso arrebanham multidões com suas falsas mensagens de benefícios terrenos, ocultando os princípios básico para conquista da vida eterna.
Há uma gama de pessoas servindo ao Senhor (ou pensando que estão servindo) à base da troca, da negociação. Isso se configura nessa emergente e volumosa geração rasa do poder sobrenatural da fé, pois vivem pelo que pode ser visto, não pelo que está além da matéria (2 Coríntios 4.18).
O próprio Senhor deixou registrado que esse seria Seu grande desafio ao buscar a sua igreja:

           
            A maior certeza de fé deve está baseada na maior promessa de todos os tempos – A vinda de Jesus.
          Lembro-me de minha infância onde muito ouvia falar sobre este tema e que cada cristão precisa ter certeza de sua salvação. Como se pregava sobre  a vinda de Cristo com veemência. Os louvores seguiam o mesmo contexto. Era uma clima celestial onde éramos preparados para o grande encontro com o nosso noivo. Como Deus falava!
        Hoje muitos não creem mais que Jesus regressará para buscar seus escolhidos, tampouco atentam para o fato dEle voltar pessoalmente para buscar-nos (Lucas 12.20)
        Uma coisa é certa, a qualquer momento Rle virá e levará para o Seu Reino somente aqueles que nEle crê:

“Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o
que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar,
seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.
E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si
mesmo, como também ele é puro.” (1 João 3.2,3)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

O MOVIMENTO PENTECOSTAL NO BRASIL: SOB O OLHAR DA ASSEMBLEIA DE DEUS - MAIOR PROPAGADORA DESSA FÉ

ORIGEM BÍBLICA DO MOVIMENTO PENTECOSTAL

O termo Pentecostalismo é derivado da palavra Pentecostes, uma festa judaica, comemorada anualmente, cinquenta dias após a festa da Páscoa.
A origem desse movimento está registrada na Bíblia Sagrada, escrito por Lucas no livro de Atos dos Apóstolos, mais precisamente no capítulo dois, onde narra que os cristãos se encontravam em Jerusalém, para comemorarem a festa da Páscoa, e estavam congregados num cenáculo e num dado momento daquela reunião foram “cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas conforme o Espírito lhes concedia que falasse” (Atos dos Apóstolos, capítulo 2, versículo 4).
Esse acontecimento, de fato, marca o início do movimento pentecostal no mundo, que na verdade é chamado pela Assembleia de Deus de O Movimento do Espírito Santo, não tendo nenhum vínculo litúrgico com a festa da Páscoa.
Segundo os teólogos que defendem esse movimento, mais precisamente os da Assembleia de Deus, maior propagadora desse movimento através de suas publicações pela editora CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus), esse acontecimento foi o cumprimento de uma promessa feita pelo profeta Joel:

“E a de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas, naqueles dias, derramarei o meu Espírito” (Joel capítulo 2, versículos 28 e 29).

O próprio Jesus Cristo reforçou essa promessa:

“Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias. Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra” (Atos dos Apóstolos capítulo 1, versículos 5 e 8).

Após aquela festa e esse “derramar do Espírito Santo” os cristãos aqui reunidos regressaram para suas cidades e, aonde chegavam, propagavam a nova fé agregando um grande número de novos crentes que também recebiam o Espírito, formando uma comunidade cristã.
O apóstolo Paulo foi o maior pregador dessa fé e aonde ia anunciava sobre essa nova fé, a religião de Cristo que posteriormente ficou conhecida como Cristianismo.

INFLUÊNCIAS HISTÓRICAS DO MOVIMENTO PENTECOSTAL NO BRASIL

O movimento Pentecostal no Brasil sofreu influência de uma onda de experiências pentecostal ocorrido na Europa, EUA e de forma isolada em outros países, no que é chamado pelos pentecostais de- “Avivamento”, ou “Onda de Avivamento”.
Um desses movimentos aconteceu na Europa no final do século XIX, como narra Jessé L. Hurlbut, em seu livro História da Igreja Cristã:

“Um grupo de crentes pentecostais realizou uma con­venção em 1897, na Nova Inglaterra. Mais ou menos na mesma época, manifestou-se um avivamento no estado de Carolina do Norte. No estado de Tennessee, se­gundo testemunho de Clara Smith, que mais tarde foi missionária no Egito, havia no ano de 1900 cerca de quarenta ou cinqüenta pessoas batizadas com o Espírito Santo. No mesmo ano manifestou-se um avivamento pentecostal entre um grupo de crentes de nacionalidade .sueca na cidade de Moorhead, Estado de Minnesota, cujos resultados são notáveis ainda na atualidade” (VIDA Acadêmica, 2006, p. 221).

Já no início do século XX, em 1906, um movimento semelhante aconteceu em Los Angeles, na famosa Rua Azuza, quando um pastor negro, William Joseph Seymour, discípulo de Charles Fox Parham em suas reuniões de oração pregavam a doutrina do batismo no Espírito Santo, com o falar em línguas espirituais como evidência inicial da manifestação para os adeptos do movimento, o que atraiu centena de fiéis e se espalhou oi vários lugares.

“No mês de abril de 1906, um grupo de crentes rece­beu o batismo do Espírito Santo, na cidade de Los Angeles, acompanhado do falar em outras línguas. Iniciou-se, então, a distribuição gratuita de uma re­vista, de modo que as notícias se espalharam por toda parte. Numerosos crentes que sentiam sede espiritual viajaram para a cidade de Los Angeles, a fim de se inteirarem, pessoalmente, do que estava acontecendo. Muitos daqueles que observaram as manifestações de caráter divino creram, humilharam-se ante a presença de Deus, e buscaram o batismo do Espírito Santo. Ou­tros, porém, endureceram os corações e zombaram do que viram. Foi por meio da palavra oral e escrita que as noticias chegaram a todos os lugares. Simultaneamente chegavam notícias de que manifestações semelhantes do Espírito Santo aconteceram nas cidades do leste e do centro dos Estados Unidos, e também no Canadá, Chile, Índia, Noruega e nas Ilhas Britânicas. Enquanto se realizava um derramamento do Espírito Santo na cidade de Los Angeles, efetuaram-se, também, reu­niões pentecostais nos acampamentos da cidade de Ashdond, próximo de Duxbury, em  Massachussetts. Em ambos os lugares os crentes receberam o batismo do Espírito Santo, acompanhado do sinal de falar outras línguas” (Hulburt, 2006, p. 224).

Sua origem no Brasil se deu em função do trabalho de dois missionários suecos, membros da igreja Batista, Daniel Berg e Gunnar Vingren, que, segundo seus relatos, receberam uma “revelação” na qual o “Espírito Santo” os ordenava a ir para o Brasil para anunciar essa “nova manifestação do Espírito Santo”. Em 19 de novembro os dois missionários aportaram em Belém do Pará.
Segundo o livro Diário do Pioneiro, de Gunnar Vingren, escrito pelo seu filho Ivar Vingren, e publicado pela CPAD esse desejo missionário se manifestou no coração dele aos 18 anos:

“... no mês de outubro realizamos uma festa para levantar dinheiro a fim de ajudar um irmão que ia sair para o campo missionário como evangelista. Tudo o que eu tinha nessa oportunidade eram 6 coroas, e eu as entreguei como oferta. Quando voltei para casa depois da festa, senti uma alegria imensa, e ouvi uma voz que me dizia: ‘Tú também irás ao campo de evangelização da mesma forma que Emídio!’” (2010, p. 20)

Chegando aqui passaram a frequentar os cultos na igreja Batista, da qual pertenciam nos EUA. Contudo passaram a anunciar a nova doutrina, o que trouxe uma divergência entre os membros, onde uma parte se uniu ao movimento e outra não aceitou. Em 18 de junho de 1911 ambos foram desligados da Igreja Batista.
Entretanto essa nova pregação impactou o coração de Celina Martins de Albuquerque:

“Celina Martins de Albuquerque, membro da Igreja Batista, creu na mensagem pentecostal pregada pelos jovens missionários e recebeu o batismo com o Espírito Santo quando orava de madrugada em sua casa, no dia 2 de junho de 1911, juntamente com outra irmã da sua igreja, Maria de Nazaré”. (Lições Bíblicas, 2º trimestre de 2011, p. 73).

Esse acontecimento deu origem a uma discussão na Igreja Batista de Belém, onde 13 membros foram expulsos. Cinco dias depois, num culto de domingo, estavam reunidos cerca de 18 pessoas, mais os dois missionários, na casa de Celina de Albuquerque, dando origem a Missão Apostólica, que posteriormente, em 11 de janeiro de 1918, foi registrada como Sociedade Evangélica Assembleia de Deus, devido a fundação das Assembleias de Deus nos Estados Unidos, em 1914, em Hot  Springs e Arkansas, contudo não apresentavam nenhum vínculo institucional entre si.

AVANÇO DA ASSEMBLÉIA DE DEUS NO BRASIL

Daniel Berg e Gunnar Vingren, com os primeiros membros começaram a realizar cultos e diversos lugares do estado do Pará, alcançando também o Amazonas e se espalhando pelo nordeste, nos lugares mais pobres daquela região.
Deste a sua fundação em 1911 até 1956 a Assembleia de Deus estava presente em cada região do Brasil:

“Dessa maneira, apesar das muitas lutas e perseguições, aconteceram os primeiros passos para a fundação de igrejas em todas as regiões do país: Ceará (1914); Alagoas (1914); Paraíba (1914); Roraima (1915); Pernambuco (1916); Rio Grande do Norte (19111, 1918); Maranhão (1921); Espírito Santo (1922); Rondônia (1922); São Paulo (1923); Rio de Janeiro (1924); Rio Grande do Sul (1924); Bahia (1926); Piauí (1927); Minas Gerais (1927); Sergipe (1927); Paraná (1928); Santa Catarina (1920, 1931); Acre (1932); Goiás (1936); Mato Grosso (1936) e Distrito Federal (1956)” (CPAD, 2011, p. 74)

Daniel Berg e seu companheiro foram implacáveis na evangelização e propagação do novo movimento:

“Após a evangelização em Bragança, tornou-se também o pioneiro na evangelização na Ilha de Marajó, onde peregrinou por muitos anos, a bordo em pequenas e grandes canoas. Berg ia de ilha em ilha levando a mensagem bíblica aos pequenos grupos evangélicos que iam se formando por onde passava. Daniel Berg sempre foi muito humilde e simples. Em suas pregações e diálogos, sempre demonstrou essas virtudes. Ninguém o via irritado ou desanimado” (2007, p. 123).
           
Por volta de 1922 um grupo de famílias retirantes do Pará chegam na atual capital federal, Rio de Janeiro, dando início a nova denominação no bairro de São Cristovão.
Em 1924 Gunnar Vingren foi transferido para o Rio de Janeiro, fundando a segunda igreja Assembleia de Deus no Brasil.
Nesse período aconteceu a conversão de Paulo Leivas Macalão, filho de um general, que foi atraído para a Assembleia de Deus por intermédio de um prospecto evangelístico. Grande foi a contribuição desse homem para o avanço da denominação nesse estado e em outros estados da região sudeste, onde o ministério tem maior força. Foi ele o fundador do assim chamado Ministério de Madureira, cuja sede se encontra no bairro de Madureira no Rio de Janeiro.
Além de precursor foi um grande compositor, cujos hinos passaram a fazer parte da Harpa Cristã (hinário oficial das Assembleias de Deus) e são entoados até hoje em suas reuniões.

ASSEMBLÉIA DE DEUS NOS DIAS DE HOJE

Atualmente as Assembleias de Deus se encontram presentes em quase todo o mundo. Recentemente (em 2011) comemorou o seu centenário, contando com milhões de adeptos, como mostra a pesquisa a seguir:

“Numa estimativa feita em 2005, com base em números do Censo Brasileiro, divulgada no Jornal Mensageiro da Paz, as assembleias de Deus teriam chegado a 20 milhões de fiéis espalhados por todo o país em 2010, e representariam 40% dos evangélicos brasileiros ao completar 100 anos de fundação. São mais de trinta mil pastores, mais de seis mil igrejas-sede, mais de dois mil missionários, milhares de obreiros e mais de 100 mil locais de culto nos mais de cinco mil municípios brasileiros” (CPAD, 2011, p. 75).

Nos dias hodiernos falar sobre Assembleia de Deus como uma unidade já não é mais uma possibilidade.
Devido ao grande crescimento da denominação, foi criada a CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil), com sede no Rio de Janeiro. A CGADB é proprietária da CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus) tendo O Mensageiro da Paz como jornal oficial.
Constituída por várias convenções estaduais e regionais e vários ministérios filiados (Assembleias de Deus dissidentes dos grandes ministérios), a CGADB atualmente tem como presidente o pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente também da Assembleia de Deus Ministério do Belém, situada em Belém no estado de São Paulo.
O crescimento se deu tão rapidamente nesse período de cem anos que, atualmente, a denominação também se faz presente em quase todos os setores da política nacional, contando com deputados federais e estaduais, prefeitos e vereadores.
A partir do ano de 1982, com o falecimento do pastor Paulo Leivas Macalão (fundador da Assembleia de Deus Ministério de Madureira) assumiu a direção dessa igreja o Pr. Manoel Ferreira (atualmente Bispo Dr. Manoel Ferreira). Com isso a Assembleia de Deus no Brasil sofreu sua maior ruptura, quando o Ministério de Madureira, agora sob nova direção, se desligou da Convenção Geral das Assembleias de Deus – CGADB, alegando divergências quanto ao regimento interno da convenção.
Em setembro de 1989 foi realizada na Bahia uma Assembleia Geral extraordinária onde, a partir das decisões tomadas nessa reunião, foi organizada uma nova convenção totalmente autônoma e independente da CGADB, a Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil Ministério de Madureira (CONAMAD), contando com centena de filiados não só no Brasil como também no exterior, tendo como atual presidente vitalício o Bispo Dr. Manoel Ferreira.
A CONAMAD é proprietária da Editora Betel, órgão oficial dessa convenção tendo O Semeador como jornal oficial, cabendo a todas as igrejas filiadas a utilização de suas publicações.Diante disso, ao falar da Assembleia de Deus na atualidade deve-se observar que está dividida em duas maiores convenções: A CGADB e a CONAMAD, com seus respectivos presidentes.

Pr. Daniel Aguiar
Cabo Frio, 26/012/16

domingo, 11 de dezembro de 2016

Olhando para o invisível

“Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que não se veem; porque as que se veem são temporais, e as que não se veem são eternas”.  (2 Coríntios 4. 18)

O apóstolo nutria em seu coração uma grande preocupação com o modo de vida dos servos de Cristo nos primeiros anos da Era Cristã. Mais adiante, ainda falado com a igreja em Corinto em sua segunda carta, nos deixou registrado:


                           “Porque andamos por fé, não por vista”. (2 Coríntios 5.7)

            Esse tipo de comportamento é uma visão contraditória ao século atual. É comum vermos pessoas vivendo por consequência dos fatos, na certeza de que seus investimentos darão certo, porquanto a lei da semeadura é uma verdade (Salmo 126.5,6). Por esta e muitas outras razões um emaranhado de pessoas vive por aquilo que se pode ver, aquilo que é palpável e garantido. Não escolhem viver por aquilo que é certo, sim pelo que dará certo. É triste o fato de tais pessoas desconhecerem que tudo isso é passageiro e um dia terminará e este será o seu galardão. Assim vaticinou Paulo aos cristãos da Galácia:

“Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. (Gálatas 6.7)

            Em meu livro Crescendo como o cedro no Líbano apresentei o modelo de vida pregado pelo sistema vigente onde tudo precisa ser visto e tal condição é, para muitos, sinônimo de prosperidade.
As pessoas estão cada vez mais fixas naquilo que visivelmente dará certo. Lamentavelmente tal realidade foi importada para o seio da igreja do Senhor Jesus. Muitos vivem um pseudo-evangelho, popularmente conhecido como o evangelho do interesse. Quantos com suas atitudes estão dizendo que só vão a determinada igreja por que lá o lucro de seus investimentos é certo. Se investirem no “Reino” dez ganharão cem, contribuindo com cem automaticamente lucrarão mil e assim por diante.
É o conhecido evangelho da barganha – Um engano de satanás.
            Viver com a visão voltada para as possibilidades não é o que Deus projetou para nós.
Muitos olham para o mundo e se garantem na sega do que semeou, contudo tudo aqui passa:

“E o mundo passa, e a sua concupiscência também; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”. (1 João 2.17)

            Em contraste a isso, tudo o que fazemos para o Senhor e seu Reino está gerando uma grande recompensa no futuro:

“Mas esforçai-vos, e não desfaleçam as vossas mãos, porque a vossa obra tem uma recompensa”. (2 Crônicas 15.7)


            Que possamos, como servos de Cristo, quebrar os paradigmas estabelecidos pelo mundo e agirmos como O Senhor tanto deseja.
              Cristo, através de Paulo, nos ensina a agir como autênticos cristãos, olhando para o que não se pode ver. Pode parecer ilógico dizer que o sábio Mestre nos convida a olhar para o invisível, pois se é invisível não se pode ver. Digo que você está inteiramente correto, entretanto não estamos falando como homens naturais, sim como espirituais que discernem as coisas espiritualmente.

“Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” (1 Coríntios 2.14)

Por mais insano que pareça é mais simples do que se possa imaginar. Em suma, Cristo está nos convidando a exercer a nossa fé. Atentando para o que não se pode ver é olhar para Aquele que não podemos ver, mas sabemos que é real, pois sentimos a sua presença e ouvimos a sua voz.
As Escrituras nos apresentam inúmeros relatos de pessoas que deixaram a visão humana de lado, pararam de olhar para o visível, e dirigiram sua visão para o invisível, a saber, para o poder sobrenatural de Deus.
O próprio patriarca Jó é um grande exemplo disso. Este possuía todas as razões para entregar os pontos, cair numa depressão e loucura da vida. O contraste é claro entre o servo do Senhor provado e a sua esposa leiga das coisas de Deus. Contudo, mesmo diante deste martírio, Jó nos deixou claro que a sua visão, a sua fé e o seu amor não estavam nas coisas passageiras deste mundo (1 João 2.15), mas na certeza de que seu Deus estava vivo, contemplando a sua fidelidade e reservando um dia de glória para ele:

“Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, ainda em minha carne verei a Deus”. (Jó 18.25,26)

Que exemplo de fé e paciência!
Não teríamos esse registro se nosso irmão não perseverasse até o fim.
Esta é a posição que Deus espera cada um de nós.
Olhar para o invisível nos aproxima de Nosso Senhor. Assim como aconteceu com o patriarca, que mesmo sendo um homem sincero, reto, temente a Deus e que se desviava do mal (Jó 1.8) não deixou de passar por sua adversidade, mas sobre toda ela triunfou olhando para o Senhor em vez de olhar para o que limitava a sua visão, para aquilo que freava a sua fé. O resultado disso foi que ele se aproximou tanto de Jeová que no final de seu livro reservou um espaço para nos informar que:

“Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos”. (Jó 42.5)

Que O Senhor a cada dia amplie a nossa visão e que seu colírio precioso esteja sobre nosso olhos a fim de nos fazer enxergar suas grandezas (Apocalipse 3.18).

Pr. Daniel Aguiar
Cabo Frio/ RJ
11/12/2016

sábado, 26 de novembro de 2016

Como Judas Iscariotes morreu?

        A Bíblia possui algumas aparentes discordâncias, dentre elas, o tema deste artigo.
            Vez ou outra alguém me pergunta sobre o episódio final da vida de Judas Iscariotes, um dos doze discípulos de Cristo, cujo nome significa filho de Queriote ou  natural de Queriote. No ministério de Cristo, mesmo aparecendo por último na listagem dos apóstolos, possuía um cargo de destaque – era tesoureiro do ministério de Jesus. O evangelista João fundamenta tal ofício e ressalta a índole má de Judas (João 12.4-6).
            Seu apego ao dinheiro o levou a cometer o pior ato de sua vida, vender Cristo para os romanos por trinta moedas de prata. Após realizar tal ato ele volta arrependido aos príncipes dos sacerdotes e anciãos visando corrigir seu erro, mas estes não se importaram com o traidor. Em Mateus 27.5b diz que após todo esse contexto ele:

“retirou-se e foi se enforcar”

            Outro texto que retrata seus últimos momentos foi escrito por Lucas em Atos 1.18:

“e precipitando-se, rebentou pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram”

Na verdade não há contrariedade entre as duas referências, sim uma complementação. Há quem negue a morte dele por enforcamento, alegando que  o fato dele ter “ido se enforcar” não quer dizer que ele tenha de fato se enforcado.
A maioria dos estudiosos defendem a ideia de que ele realmente tenha se retirado para se enforcar, porém o lugar escolhido era pedregoso e cheio de oscilação. Acredita-se que ao se enforcar (Mateus 27.5b) a corda ou o galho tenha se partido e ele despencou, tendo como resultado, o seu corpo se rompido e as suas entranhas se espalhado, conforme a versão do médico Lucas (Atos 1.18).
A maioria se apega aos escritos de Mateus, pois ele era discípulo de Cristo e escreveu diretamente para os judeus. Lucas era um médico grego que seguiu os apóstolos e foi diretamente discipulado pelo apóstolo Paulo. Por esta razão ele se preocupa em fazer uma "autópsia" histórica do corpo de Judas através dos relatos dos discípulos. Levando em consideração que ele não se encontrava presente e sequer viveu no mesmo período que Judas se suicidou.

Paz!

Cabo Frio/RJ, 26.11.16

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Lançamento em breve!

“Onde está o teu Deus?”
Quem nunca ouviu essa pergunta num momento difícil da sua história?
Diante de situações como esta, tudo indica que nossa busca e dedicação ao Senhor é em vão. Parece que não estamos crescendo e jamais sairemos daquele dilema que há tempo nos persegue. Somos, por muitas ocasiões, visitados por uma impressão de que nunca iremos evoluir... Lutamos muito para chegar ao objetivo que Ele traçou para nós, todavia parece que em tempo algum conseguiremos chegar lá, mas uma coisa é certa: Parece, somente Parece! Em meio a toda essa turbulência, dilemas e perseverança, acredite: Você está crescendo e amadurecendo!
Mas como isso pode ser possível se só vejo impossibilidades?
Ao desfolhar as páginas desse livro você caminhará pela história da sua vida de uma maneira dinâmica, profunda e espiritual, onde todo pensamento de desistência será extirpado e você assumirá com Deus um novo recomeço entendendo que, em tudo, Ele tem um tempo e um propósito.


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

499 anos da Reforma Protestante!

     No dia 31 de outubro de 1517 em Wittenberg na Alemanha um arauto de Deus, Martinho Lutero, prega na porta da igreja da referida cidade suas 95 teses condenando os desmandos da religião vigente.
     Não sabia ele a grandeza escatológica de suas ações que resultaria num grande movimento na atualidade. Em pouco tempo somos milhões, frutos diretos da singela religião de Cristo e alavancada pelos seus marcos.
     O mundo cristão atual precisa retomar aos cinco pilares da Reforma:

- Sola Scriptura (Somente a Escritura)
- Sola Gratia (Somente a Graça)
- Sola Fide (Somente a Fé)
- Solus Christus (Somente Cristo)
- Soli Deo Glória (Glória Somente a Deus)

"Se a causa é justa ela será sustentada"
"Castelo forte é o nosso Deus"

sábado, 30 de julho de 2016

A TENTAÇÃO DE JESUS E SUAS LIÇÕES



O episódio da vida de Cristo narrado em Mateus 4 sempre despertou curiosidade para todos os amantes da Bíblia Sagrada.

Ao meditar nesta passagem tive a oportunidade de colher algumas lições que o Senhor deseja transmitir ao nosso coração.

Ao analisar os versículos 1 ao 11 percebemos que Jesus não foi ao deserto por sua própria vontade. Mesmo sendo filho de Deus era guiado pelo Pai: “Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto...” (v.1). Vale ressaltar que a estadia do Messias neste lugar ermo se deu por um período de 40 dias e no final dos 40 dias se cumpre a parte B do versículo primeiro, pois Ele foi conduzido ao deserto para “ser tentado pelo diabo”.

Soa estranho uma afirmação como essa. Deus O Pai conduzindo seu filho amado para o deserto. Haja vista que O Filho sabia que era melhor estar no deserto com o Pai do que num bosque com o diabo. Como Jeová tem seus propósitos, sabia muito bem Cristo que para onde fosse enviado o sustento de Deus seria seu companheiro fiel.

Falar em deserto é falar em extremos. Sabe-se que de dia o calor é escaldante e à noite o frio é intenso. Além do mais é o habitat natural de conhecidos seres venenosos como escorpiões, serpentes, sem falar dos perigos dos ladrões.

Deus não enviou seu filho ao deserto (como também não nos envia) para morrermos, mas para estabelecermos mais comunhão com Ele.

Atente para a ideia de que deserto é um lugar isolado de todas as coisas do mundo, onde só temos o céu como esperança. E lá estava Cristo. Da mesma forma somos nós. Deus nos leva a lugares áridos para nos fazer abandonar as coisas terrenas e nos ligarmos nele. Assim como Jesus jejuava e orava, Moisés trabalhava e lá Deus fortaleceu o elo de comunhão com eles.

Ter comunhão com Jeová é prioridade para todos nós. Uma questão de sobrevivência. Porém todo aquele que desenvolve essa koinonia (comunhão em grego) com Deus deve se preparar para as astutas ciladas do diabo (Efésios 6.11).

Este ser, inimigo da criação de Deus, é um ser muito sábio (Ezequiel 28.3) e sabe perfeitamente como e quando agir – na fraqueza do homem.

Lembre-se de que Cristo estava jejuando por quarenta dias e quarenta noites quando então teve forme. A carne de Jesus almejava comida, assim como nós. Neste momento de fraqueza quem se aproxima, o tentado com as suas propostas: “E chegando-se a ele o tentador...”.

Saiba de uma coisa, o diabo nunca virá nos tentar no auge da nossa espiritualidade, mas sempre agirá nas nossas fraquezas. Portanto temos um Deus Fiel que nos ajuda nas nossas fraquezas: “Do mesmo modo também o Espírito nos ajuda na fraqueza” (Romanos 8.26).

Satanás se incomoda com quem tem comunhão com o Pai. A partir daí ele vem com suas propostas.



Primeira Proposta: “Pedras em pães.”


       O nosso inimigo age na necessidade da carne de Jesus: “se tu és o  filho de Deus, mande que estas pedras se tornem em pães”.

       Como o nosso mestre conhecia bem os ardis de satanás (II Coríntios 2.11) ele nos transmite uma bela lição. Sabia ele que tudo o que ele conquistou com Deus nessa maratona de consagração no deserto não poderia ser perdido por um segundo de prazer, aquilo que só o alegraria no momento, não um alimento duradouro.

       Tudo o que ele nos oferece nesta ocasião é o que, como homem, queremos, entretanto não é o que precisamos.

Jesus, como afirma o apóstolo João em sua epístola no capítulo 2 e versículo 16, venceu a “Cobiça da carne”.

Ele não olhou para o que se pode ver, mas para o que não se pode ver (II Coríntios 4.18).

Nesta primeira empreitada o adversário foi vencido pela Palavra. Cristo faz menção de Deuteronômio 8.3: Não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do Senhor”. Cristo se reportou à lei mosaica.

Tens, amado irmão, escondido a Palavra em seu coração para se manter fiel ao seu Deus?

Este é o principal elemento da armadura espiritual:Tomai... a Espada do Espírito que é a Palavra de Deus”. (Efésios 6.17)



Segunda Proposta: “Lança-te daqui abaixo...”


       O diabo não desiste, mas o Guarda de Israel não dormita (Salmo 121.4)

       No auge de seu anseio em nos derrubar, o inimigo nos tentará, como tentou a Cristo, fazendo com que confrontemos a Palavra de Deus. Ele é profissional em distorcer as Escrituras Sagradas.

       Nesta ocasião ele utiliza como arma o que o apóstolo João chama de “soberba da vida” (I João 2.16).
        Após utilizar erroneamente o Salmo 91.11: "Aos seus anjos dará ordem a teu respeito" Cristo não inovou seu arsenal, mas pega novamente a sua espada, que há quarenta dias e noites e propósitos estava afiando e se dirige ao tentador citando Deuteronômio 6.16: “Não tentareis o Senhor vosso Deus...”.

A Espada do Espírito nunca perde o seu fio. Alcança lugares inimagináveis das fronteiras do homem (Hebreus 4.12)



Terceira Proposta: “Tudo isso te darei se, prostrado me adorares”


       Em sua ultima empreitada o inimigo almeja seduzir o ego de Cristo com uma proposta tentando conduzir o pela vereda da vaidade, o que o fez cair um dia (Isaías 14.13).

Após conduzi-lo a um alto monte, oferece-o todos os reinos do mundo. Que insanidade! Desespero total que o cegou em seus desígnios.

Tentara agora levar Jesus a cair no que João chama de “cobiça dos olhos” (I João 2.16), por isso lhe oferece todos os reinos dos homens se Ele se prostrasse ante a ele.

Reino dos homens fala de coisas passageiras, e o mundo passa com sua cobiça (I João 2.17).

O diabo sempre promete atalhos, um caminho mais fácil, a saber coisas terrenas, passageiras. Cristo bem sabia que o Pai já lhe havia prometido um reino eterno e universal (Salmo 145.13 / Filipenses 2.9).

O Mestre com veemência responde usando Deuteronômio 6.13: O SENHOR teu Deus temerás e a ele servirás...”.

Após este manejar de espada satanás o deixa.

Cristo cumpriu bem o que posteriormente foi escrito: “Resisti ao diabo e ele fugirá de vós”. (Tiago 4.7).

Este é o grande segredo!

Após essa tripla vitória sobre o inimigo o evangelista registrou que “Os anjos chegaram e o serviram”.

Saiba amado irmão que tudo o que viola o princípio da Palavra é ruim.

Se O Pai te conduziu a este deserto é por que você pode suportar (I Coríntios 10.13).

Não se sinta abandonado por Deus. Você é um privilegiado:

“Bem-aventurado o homem que suporta a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam”. (Tiago 1.12)

Saúde e Paz!

Cabo Frio,30l07l16


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